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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Marisa Monte – Ainda Bem, o prenúncio!

Após cinco anos de espera e do seu típico período de reclusão, Marisa Monte sai da sua toca e faz a nossa alegria nesse ano de 2011.

Marisa desde o início do ano vem fazendo aparições, duetos, gravações... Mas através da internet (sim, ela também se rendeu a era virtual) a própria deu vida às várias especulações, e confirmou o novo álbum a ser lançado ainda esse ano.



E foi justamente através das ferramentas virtuais que, semana passada, ela liberou o primeiro single do novo trabalho: “Ainda Bem”. Uma música que dividiu opiniões. Um arranjo muito bem trabalhado, pensado e cuidadoso da Diva-mor da MPB. A alusão à música mexicana trouxe o tom exato da vivacidade daquele amor que se encontra e faz você ter certeza que é para toda a vida. Ainda bem!


Eu fiquei bem satisfeito com o que ouvi. Uma música que com certeza não é a melhor canção da sólida carreira da Marisa; mas uma música bonita, agradável, emotiva. O fato é que Marisa nunca foi uma compositora de peso, mas suas simples composições se dividem apenas em agradáveis, como “Na Mira” e “A Sua”; ou irritantes, como “Amor, I Love You” e “Gentileza”. E justamente a letra de “Ainda Bem” foi o mais comentado pelos amantes da boa MPB. Falar sobre letra é um terreno perigoso. Na música brasileira, é muito comum as letras penderem para a simplicidade ou a um formato mais hermético. Já ouvi várias pessoas afirmarem que não gostam da espetacular Céu pelo fato de muitas das suas letras serem um pouco complicadas, falar nada com nada. Por outro lado, nos deparamos com hits radiofônicos como “Me Adora” da Pitty, várias músicas do eterno Rei Roberto Carlos e a mais bela das belas declarações de amor do poetinha Vinícius de Moraes, “Eu sei que vou te amar”; exemplos de canções com uma letra mais simples e nem por isso com menor valor.


Ainda Bem surgiu para isso: ser um hit. Já estou mega curioso para saber de como ficará ao vivo, as surpresas que Marisa acrescentará. Sobre o álbum na sua totalidade, tudo o que consigo supor é de que esse novo trabalho deve ter uma pegada pop como em “Memórias, Crônicas e Declarações de Amor” e o refinamento de “Infinito Particular”. Mas é apenas uma suposição mesmo. O fato, o certo mesmo é que será um álbum de grande sucesso, como tudo o que a Sra. Monte realiza desde 1989, no seu homônimo disco de estréia.


Dentre tantas coisas boas que Marisa Monte traz consigo, só nos resta esperar com todo o seu La, La, ia, La, ia (como ela adooora fazer), que ela está voltando; com toda a qualidade e dedicação. Tem como ser ruim?Link

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Abaixo, uma pequena coletânea com 10 canções das aparições de Marisa no ano de 2011. Procurei os melhores áudios, mas é apenas algo para matar a sede desse prenúncio maravilhoso do que nos aguarda.

Para baixar a coletânea “Marisa Monte – Prenúncio (2011)”, clique aqui.



terça-feira, 7 de junho de 2011

Eu Vi – A inebriante Febre do Angu Coletivo de Teatro





Pleno sábado à noite e o desejo de ver algo no teatro. Corri para os sites, procurando informações e percebo que está em cartaz um espetáculo com a Hermila Guedes. Ao buscar mais informações, descubro que é uma produção do Coletivo Angu de Teatro. Pronto! Escolhido.

Admito que tinha uma mágoa pessoal por não ter assistido os espetáculos ‘Angu de Sangue’ e ‘Ópera’. Uma boa oportunidade de conferir o trabalho dessa equipe que tem mexido tanto com a cena pernambucana.

O Teatro Hermilo Borba Filho traz o tom intimista fundamental para a peça, dando aquela impressão de que participamos das histórias contadas. E por falar no texto... Que maravilhosa surpresa as palavras trazidas por Luce Pereira. Arrebatador! A cada seqüência, uma significação, um aprendizado.

Outro ponto forte são as atuações. Lógico que de cara o nome da global Hermila Guedes salta aos nossos olhos. Mas completamente injusto chamar de ‘a peça da Hermila’. Percebe-se um banho de interpretação de atrizes que usam e abusam do mais íntimo sentimento feminino, atrizes maravilhosas, que não tem medo de se despir (literalmente, inclusive!) e merecem seus nomes citados: Ceronha Pontes, Hilda Torres, Márcia Cruz, Mayra Waquim e Nínive Caldas. Palmas!

Um trabalho bem cuidado, onde direção, iluminação, trilha sonora, cenário, figurino, entre tudo mais, são um espetáculo a parte. Não sei se febre pega, mas garanto que esta sim, contagia.

Obs: De acordo com o programa, a peça vai passar por mais três capitais nordestinas. João Pessoa, Natal e Salvador estão no roteiro. Fiquem de olho!

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Peça: Essa febre que não passa

Direção: André Brasileiro e Marcondes Lima

Elenco: Ceronha Pontes, Hermila Guedes, Hilda Torres, Márcia Cruz, Mayara Waquim e Nínive Caldas

Duração: Em cartaz até o dia 19 de junho

Horário - Sábados, as 19h e as 21h, e domingos, as 18h e as 20h

Teatro Hermilo Borba Filho - Av. Cais do Apolo, Bairro do Recife, Recife

Ingressos - R$ 20 e R$ 10 (meia)

Contato - 3355.3321